sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Perfil do corrupto


Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes; a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.
Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia?
O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.
O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.
Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.
Sua lógica é corrupta: "Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV.
O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas.
Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.
O corrupto "franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.
O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira.
O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido.
O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.
O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.
Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos.
Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.
Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org - twitter:@freibetto.
No Boca no Trombone

domingo, 9 de outubro de 2011

Com certeza

Espalhar alegria não é apenas contar piadas, ou dizer coisas engraçadas.. mais sim fazer uma alma sorrir quando o que ela mais quer é chorar.

Grazielle Nardari

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ESPORTE E EDUCAÇÃO




O esporte tem sido em vários pontos do mundo, ao longo das últimas décadas, utilizado como instrumento de melhoria do desenvolvimento da sociedade, proporcionando a formação de uma geração de pessoas preocupadas com saúde, educação e qualidade de vida.
Sempre que se antecede a grandes eventos esportivos a sociedade é preparada para a recepção. Não se trata apenas de assimilar tudo o que vem de fora como algo que deva ser seguido.
É preciso, como o Abaporu, deglutir e ressignificar valores para que não se perca a identidade regional e nacional.
Mas, tudo isso é um processo educacional que começa em oportunizar às crianças ricas ou pobres freqüentarem praças esportivas, interagirem com atletas, comissão técnica, enfim, pelos visitantes, sendo orientadas por seus professores.
Muito mais que aprender inglês ou outra língua é poder-se conhecer o mundo através do esporte.
Esse instrumento de promoção social parece adormecido em Cuiabá, já na antevéspera da Copa de 2014.
Nem o governo do Município, nem o do Estado estão preocupados com formação humana através do esporte.
É preciso que cada escola, cada turma, cada estudante conheça as obras que estão sendo realizadas, o que significam, como vão funcionar e o que isso implicará na qualidade de vida de seu bairro.
É preciso que a Copa do Mundo seja não da Cidade, nem do Estado, mas do cidadão cuiabano, várzea-grandense, enfim, mato-grossense. É vestir a camisa, literalmente.
A presença de crianças em estádios é um indutor de paz.
A educação esportiva dessa criança é uma garantia de menor tensão social nos estádios, nas ruas e nas atividades que esse cidadão participar.
Qual é o papel da educação nessa Copa do Mundo aqui em Cuiabá? Alguém pode me dizer?
Qual é o programa que está sendo desenvolvido?
Esporte pode ser um excelente instrumento para melhorar a qualidade da educação, algo que as últimas avaliações deixam-nos preocupados.
E quanto as questões de ética e transparência?
Não se cale. Não se omita.
A luta está apenas começando.
Eu já não me contenho ante o que vejo e sinto-me indignada com as “espertezas” que acontecem no meu bairro, na minha cidade...
Estamos fazendo a nossa parte abrindo este blog e atuando na mudança comportamental da sociedade.

Hilda Suzana Veiga Settineri

domingo, 14 de agosto de 2011

OONDE ESTÃO OS COBRADORES DE ÔNIBUS EM CUIABÁ?



Prenúncio do que pode ser o monopólio do transporte coletivo da Capital, bem significativo do que representa a privatização, o combalido sistema de transporte de passageiros estranhamente desapareceu com os cobradores.
A idéia é não ter mais venda do passe, apenas a utilização do cartão “para evitar assaltos”.
A idéia teria razoabilidade se não ocultasse a intenção de explorar a força de trabalho pelo menor preço, sem que isso resulte benefícios para a sociedade. Veja bem. Nos horários de pico os ônibus continuam superlotados.
São ainda, senão na sua totalidade, sem sistema de ar condicionado ou não funciona.
Então vem a pergunta: Se eu quero apenas uma passagem de ida, como vou fazer?
O sistema vai custear um cartão com apenas uma passagem?
O pagamento antecipado me dá direito a descontos no valor como estipula o Código de Defesa do Consumidor?
Vamos com calma, gente.
A onda privatizante capitaneada pelo alcaide promete transformar o Município de Cuiabá em um grande produtor de citrus.
Se não o teto do Hospital e Ponto-Socorro de Cuiabá cai não é problema de engenharia, pois cá entre nós, “os cara são bons”, já parecem ter montado uma estranha engenharia de interesses visando beneficiar-se do evento Copa 2014.

Substituem os cobradores por cartão ao portador e colocam água no movimento reivindicatório quando dão um acréscimo de produção ao motorista que passa a executar as duas funções (pelo mesmo salário).

No afã de aumentar a produção de citrus, estranhamente algumas empresas reclamam de estarem sofrendo com atrasos de pagamento dos valores referente ao passe livre para estudantes, enquanto uma se agiganta e vai engolindo as demais.
Na iniciativa privada e o senhor e a senhora que são comerciantes sabem disso, o determinante na lei de mercado é a concorrência.
Quando se “oficializa” um monopólio a lei de mercado perde a razão de existir e ainda que pretensas “agências” regulem, inapelavelmente as tarifas do serviço prestado sobem.
Como estratégia de engenharia desses “caras” os preços durante um certo tempo são mantidos, depois se faz o tal de “reajuste” e finalmente se assegura o “justo lucro” do investimento.
Mas, voltando a história dos cobradores que trabalhavam nos ônibus, salvo estejam de férias ou tenham recebido propostas melhores, chegou a hora de denunciar a situação.

Essa história de que o cartão vai dificultar assaltos, em primeiro lugar é um acinte a inteligência.
Vão assaltar e levar os cartões.
Melhor seria os “engenheiros” dessa construção colocarem câmeras nos ônibus e outros sistemas que permitam ao condutor comunicar a empresa e as autoridades policiais.
Quando se fala em acinte a inteligência também se reporta a idéia de que a criminalidade vai continuar em níveis insuportáveis e que o Poder Público não tem como agir.
Em outras palavras, os assaltos a ônibus não teriam condições de controle.
Não acredito nessa história.
É apenas um pretexto para enxugar a folha de pagamentos, explorar a força de trabalho e retirar o máximo lucro possível, mesmo que sacrifique cobradores e população com essa nova “estratégia”.
E, depois não venho o alcaide dizer que agência reguladora funciona para proteger o interesse público.
Hilda Suzana Veiga Settineri

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre



O Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre realiza nesta
sexta-feira (12/8), às 8h30min, na sede municipal, café
da manhã com o ex-governador Olívio Dutra com o objetivo
de discutir as eleições de 2012. A Executiva Municipal
informa que irá repetir a agenda com todos os ex-prefeitos
do PT (Tarso Genro, Raul Pont e João Verle), além de
outras personalidades do partido.

Asscom PT-POA

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sobre a Sanecap, o PDT, a CEEE, a CRT e outras loucuras!




O processo de privatização da Sanecap continua na cabeça de nosso prefeito.

Chico Galindo continua com subterfúgios no sentido de privatizar o fornecimento de água e o saneamento básico de nossa capital.

Neste início de mês, quando se comemora o cinquentenário da Campanha da Legalidade (aqui), também coincidem mudanças no legislativo municipal.

Do PDT sai Adevair Cabral e volta Paulinho Brother, por exemplo. Este tempo permitirá ao presidente municipal do PDT que reveja a história do símbolo máximo de seu partido, Leonel Brisola e de sua luta nas re-estatizações - veja aqui sobre as estatizações em seu governo no Rio Grande do Sul!

A população e os funcionários da Sanecap continuam suas mobilizações e a Câmara Municipal toma providências para se manter o mais distante delas.

Com a notícia bomba da notificação de que a prefeitura perderá 355 mi, publicada pelo RDNews veja aqui, começa a ficar insustentável o palavreado de que a companhia concessionária irá investir 200 mi na infra-estrutura e mais 100 mi em pavimentação - ainda faltam 55 mi, não é isto? 14 bi já investidos terão que ser reembolsados ao governo federal.


GUERRILHEIROS VIRTU@IS aguardam ansiosamente os próximos acontecimentos!

Luiz Antonio Franke Settineri - SAROBA